O final de um ano e o começo do outro assinala muitos limites nas atividades de todos nós, marcados que somos pelo tempo do calendário.
Apesar dessa pausa necessária ao congraçamento e à reflexão, a vida continua.

E é assim que quero marcar o início das atividades do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte hoje: como a retomada da tarefa incessante e imperiosa que nos cabe.
Foi-se um ano, chegou o outro, e o trabalho continua.
E nunca é demais repetir: na quadra que vivemos, os encargos do Poder Judiciário se vestem de uma importância talvez inédita no Brasil.

Ao mesmo tempo em que pomos o nosso olhar de juízes sobre a sociedade, a sociedade põe sobre nós o olhar de cidadãos ávidos por um tempo novo. Um tempo sem as marcas deletérias que ora nos toma, e consome as forças e reprime a esperança.
A nós, magistrados, foi dada, ainda que de forma tácita, a função extraordinária de bastião da resistência da cidadania e da civilidade brasileiras. Diria até mais: da civilização brasileira.
Particularmente a nós do Judiciário potiguar, soma-se a tarefa de juntar forças na busca de soluções para afastar a crise que aflige o nosso Estado.

Se não bastassem tantas tarefas acima da nossa obrigação primordial, a de julgar, ainda temos de manter a vigilância sobre forças que parecem lutar contra o Judiciário.
É grande a tarefa e são muitos os desafios que nos cabem, mas em meio a tudo isso se desvela uma certeza: somos e estamos à altura do empenho exigido.

O ano passado foi difícil, e nem por isso deixamos de vencê-lo com galhardia.

As mudanças que demos ao funcionamento do Judiciário, melhorando as condições e o fluxo de trabalho de magistrados e servidores, certamente já rendem frutos para o objetivo maior: o cidadão. O cidadão, razão de ser do Estado e que espera de nós a primeira das manifestações da Justiça: a celeridade.

É assim que vamos seguir: melhorando as condições de trabalho do Judiciário para o Judiciário melhorar o atendimento à sociedade.

Vamos investir mais na recuperação dos prédios, de equipamentos, de sistemas de informática, de práticas de trabalho  e pessoal para proporcionar ambiente e clima organizacional que nos leve à necessária celeridade jurídica.

Trabalhamos não apenas para agora, para o que é urgente, mas igualmente para o futuro. Já começamos a construção da nova sede, um sonho começado a realizar lá atrás, a qual me coube contribuir iniciando a fase final.

Assim, prezados desembargadores, tem sido a nossa administração e assim ela continuará. Cumpro o que prometi na posse: valorizar o trabalho interno e dos servidores para oferecermos resultados à sociedade.

A todos conclamo o engajamento, como até agora tenho recebido e agradeço, para continuarmos o esforço.

Esta luta é de todos nós, desembargadores, juízes e servidores. Ao cumprir a tarefa, não pensamos em glória senão a maior de todas: o sentimento do dever cumprido.

Assim enfrentaremos 2018.    

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